Índice de Longevidade Mongeral AegonInstituto de Longevidade Mongeral Aegon
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Sobre o IDL

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV é resultado da parceria entre o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP). Com este Índice, são reveladas as atuais condições de 498 cidades brasileiras, tendo em vista sua capacidade de atender às necessidades básicas de vida, destacadamente dos adultos mais idosos.

Motivação

A temática das cidades é de grande importância para o propósito do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon: facilitar a participação dos 50+ na sociedade. Se os adultos mais velhos são em número cada vez maior, e habitam principalmente as cidades, mapear e entender o que influencia seu bem-estar nesses espaços é fundamental. Este Índice colabora para a ampla disponibilidade de informações inteligíveis acerca da qualidade de vida dos 50+ nas cidades. Quanto maior for o bem-estar proporcionado, maiores serão as chances de participação.

Quem queremos alcançar

Gestores PúblicosGestores públicos
Gestores PúblicosCidadãos brasileiros

As variáveis

Nesta seção fornecemos uma lista completa das variáveis componentes do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV, bem como seus respectivos pesos. Além disso, detalha-se o procedimento adotado na construção do Índice.

Pesos atribuídos às variáveis para os adultos idosos

Agregado

Pesos atribuídos às variáveis para o grupo de adultos idosos entre

60 e 75 anos

Pesos atribuídos às variáveis para o grupo de adultos idosos acima de

75 anos

Icone saúdeCuidados de Saúde

Nesta variável investigamos indicadores como a presença de profissionais de saúde e a disponibilidade de serviços de assistência médica.

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Icone Bem-estarBem-estar

Nesta variável investigamos indicadores como a disponibilidade de estabelecimentos para condicionamento físico e o percentual de idosos que têm plano de saúde.

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Icone FinançasFinanças

Nesta variável investigamos indicadores como o PIB municipal per capita e o rendimento mensal médio da população 60-69 anos.

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Icone HabitaçãoHabitação

Nesta variável investigamos indicadores como a presença de serviços residenciais específicos para idosos e a porcentagem de idosos vivendo com outros parentes.

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Icone EducaçãoEducação e Trabalho

Nesta variável investigamos indicadores como a oferta de Educação para Jovens e Adultos e a taxa de desocupação nos municípios.

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Icone CulturaCultura e Engajamento

Nesta variável investigamos indicadores como a existência de unidades do SESC e a quantidade de cinemas nos municípios.

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Icone Indicadores GeraisIndicadores gerais

Nesta variável investigamos indicadores como o Índice de Gini e o IDHM Longevidade.

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Metodologia

Cobertura nacional

A composição geral dos rankings de nossa pesquisa é baseada em sete variáveis: indicadores gerais, cuidados de saúde, bem-estar, finanças, habitação, educação e trabalho e cultura e engajamento. Cada variável é obtida conforme múltiplos indicadores individuais. Para obter todas as sete variáveis, nós partimos de uma estrutura que contemplou mais de 86 indicadores, para finalmente obter-se o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV com 65 indicadores.

Em 2014, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informava que o Brasil estava organizado em 5.570 municípios, com população média ao redor de 36.500 habitantes, sendo que 90% dos municípios teriam até 56.600 habitantes. O menor município do Brasil possuía 822 habitantes, e o maior, São Paulo, contava com quase 12.000.000 de habitantes.

Com base nesse perfil optamos por considerar 498 cidades brasileiras organizadas em dois grupos: as Grandes, representadas pelas 150 cidades de maior população, desde São Paulo/SP até Araçatuba/SP, e as Pequenas, representadas pelas cidades com menos de 100.000, e pelo menos 50.000 habitantes, o que permitiu identificar 348 cidades, incluindo desde Itumbiara/GO (com 99.526 habitantes) até Nova Andradina/MS (com 50.010 habitantes). Esse conjunto de cidades está distribuído por todas as cinco regiões do território brasileiro.

Obtenção dos dados

Este Índice utiliza os dados publicamente disponíveis oriundos de fontes oficiais, preferencialmente. Assim, os dados foram coletados em fontes oficiais, tais como Agência Nacional de Saúde (ANS), Ancine, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ministério das Comunicações, Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Ministério da Fazenda, Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Tesouro Nacional; em instituições acreditadas como Fundação Getulio Vargas, Pnud; e demais instituições como Serviço Nacional do Comércio, Federação Brasileira de Golfe, e Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. Esta metodologia envolve a criação de novos indicadores, ocasionando alguns desafios que nós abordamos da seguinte maneira:

Dados faltantes/inadequados

Muitas variáveis não tinham dados disponíveis para todos os indicadores, ou apenas estavam disponíveis no nível de estado. O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV assume a organização das cidades brasileiras em dois grupos, sendo um composto pelas 150 cidades de maior população, e outro composto pelas cidades com menos de 100.000, e ao menos 50.000 habitantes. Para alguns indicadores, os dados só estavam disponíveis para as cidades grandes, e nós não fomos capazes de incluir determinados indicadores para as cidades pequenas.

Em alguns casos, para completar dados referentes a determinados indicadores, assumir o valor médio no estado, ou o valor encontrado para a capital do Estado onde está localizada a cidade. Em que pese os esforços para buscar indicadores suficientes para compor uma estrutura de dados que permita a completude do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV para determinadas questões relevantes, não foram encontrados dados completos e confiáveis, como foi o caso da frequência segundo a qual se observa casos de Alzheimer nas cidades.

Determinação dos pesos para compor o Índice

De forma geral índices podem ser elaborados essencialmente a partir de métodos: i) agregação de subíndices, aos quais se atribui pesos para que se obtenha um único escore como produto; ii) índices simples cuja construção é baseada em uma porção de indicadores; e iii) um único indicador (e.g. taxa de analfabetismo de um país utilizado para ranquear educação).

Ao criar o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV, optamos pelo primeiro. A intenção pela equipe que desenvolveu o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV foi obter um índice que abordasse um amplo conjunto de indicadores, capaz de contemplar as diferentes características entre os municípios brasileiros, atribuindo valores comparáveis aos diferentes elementos que influenciam a vida dos adultos mais velhos. O amplo conjunto de indicadores que compõem cada subíndice, aliado à técnica de Análise Fatorial, favorece a robustez dos resultados por mitigar eventuais erros de medida, ou reportagem de dados.

A intenção da Análise Fatorial é encontrar fatores comuns que influenciam um dado conjunto de variáveis. A Análise Fatorial gera um conjunto de fatores que podem ser utilizados para decompor as variáveis primárias (o input do modelo). Em outras palavras, obtemos coeficientes que, multiplicados pelas variáveis às quais se referem, dão origem a uma medida única para quantificar alguma característica. A partir desses fatores, atribuímos “notas” a cada município e as usamos para classificá-los. Cada cidade é classificada dentro de sua própria categoria: Grandes ou Pequenas.

Penalização do Índice pelo Clima

O fator clima também foi incorporado ao Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV. O procedimento adotado para tal foi uma penalização proporcional ao número de dias em que o município apresenta clima extremo, tendo em vista o potencial que a ocorrência de eventos climáticos extremos possui de afetar o bem-estar das pessoas com idade mais avançada. A penalização máxima foi ajustada para 5 pontos, e ocorreu em três passos.

No primeiro passo: soma-se o número de dias com temperatura acima de 37˚C, o número de dias com chuvas acima de 50mm, e o número de dias com umidade abaixo de 30%.

No segundo passo: Com base nesses dados, elabora-se uma escala 0-100 (em que 100 significa o mínimo de dias em condições extremas e 0 o máximo), sendo o máximo encontrado para a cidade de Palmas/TO, 89 dias, e o mínimo para Juiz de Fora/MG e mais outras três cidades, que não apresentaram nenhum dia com condições climáticas extremas.

No terceiro passo: A penalização de 5 pontos é feita proporcional ao inverso dessa escala de 0 a 100. Quanto pior o clima (mais próximo de 0) maior é a penalização. Convém registrar a dificuldade de a gestão da cidade influenciar o clima por meio de políticas públicas no nível municipal.